Love plus, uma nova forma de se relacionar.

E aí meu povo, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Então, faz um tempinho que assisti a um documentário que se chama “Dark Net” e em um dos episódios ele falou sobre um jogo de relacionamento, o Love Plus.

O love plus é um jogo da Nintendo DS, criado em 2009  que simula a experiência de um relacionamento e é bastante popular no Japão e tem sido bem aceito em outros locais.

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Nesse jogo estão disponíveis três tipos de namoradas(até então, é um jogo hétero), a Rinko(a mais baixada), a Nene ou a Manaka. Os jogadores se passam como adolescentes que tem que conquistar uma dessas belas damas. Eles ganham pontos por serem solícitos, pró ativos, atenciosos, ajudar nas tarefas de casa, comprar presentes, levar as personagens para viajar e coisas do tipo( é uma descrição aproximada, não afirmativa).

É um jogo de recompensa instantânea, pois quanto mais você fizer, mas você receberá.

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O jogo ainda não satisfaz as necessidades sexuais dos marmanjos, mas pela facilidade de se relacionar com as namoradas eles se sentem satisfeitos. Pelo relato no documentário, é como se fosse aquele relacionamento perfeito, onde ambos são felizes para sempre.

Bom, eu vejo muita coisa por trás disso, principalmente no âmbito psicológico. Estatisticamente falando, existem muito mais homens do que mulheres no Japão, onde o jogo foi criado. Acredito que a intenção da Nintendo era reduzir um pouco a carência dos homens(héteros) que não conseguem achar uma namorada. Mas, o jogo acabou se tornando algo sério(até casamento já rolou) onde os japoneses nem estão se dando ao trabalho de procurar uma namorada em carne e osso porque eles já têm a perfeita Riko disponível, carinhosa, sexy e perfeita por 24h por dia.

Enfim, hoje quis trazer algo um pouco diferente para vocês. Haha.

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Seriado: The Lottery

Infelizmente a série só teve 1 temporada com dez episódios. Acho que o tema não agradou a todos. Esse seriado é baseado no conto A loteria de autoria de Shirley Jackson, publicado pela primeira vez em 1948.

A série fala sobre uma crise global de fertilidade. As mulheres, de forma “misteriosa”, não conseguem engravidar. O governo tem um grupo de pesquisa de reprodução humana onde uma doutora consegue fertilizar 100 embriões. Mas, como serão feitas as distribuições? dentre milhares de mulheres, cem serão sorteadas para a fertilização e passará a morar em um local escolhido pelo governo durante o período de gestação, recebendo ordens do governo, sendo observada de perto até que o bebê nasça e depois, piora.

Sinopse Adoro Cinema

Ambientada em um futuro distópico em que há uma crise global de fertilidade, revela um mundo ameaçado pela extinção, já que as mulheres misteriosamente pararam de gerar filhos. Após anos de pesquisa, a Dra. Alison Lennon (Marley Shelton) e seu time conseguem fertilizar 100 embriões. Mas sua vitória é curta. O diretor da Comissão de Fertilidade dos Estados Unidos, Darius Hayes (Martin Donovan), toma o controle do laboratório e informa o Presidente da descoberta. Para determinar quais mulheres irão carregar os embriões a Chefe de Departamento Vanessa Keller (Athena Karkanis) convence o presidente a promover uma loteria nacional, e a batalha pelo controle dos embriões começa.

As poucas crianças que nasceram antes dessa crise são acompanhadas regularmente por “fiscais” do governo. Qualquer erro, dificuldade ou descuido dos pais é um motivo para o governo tomar a guarda da criança.

A primeira temporada fica focada na loteria, na escolha das futuras mães. Mas, os problemas começamos porque os interesses e o poder do governo americano começam a dominar a questão da loteria,  o que dá início a um debate altamente controverso sobre as liberdades fundamentais e pessoais de se criar uma família.

Interessante que, a esposa do presidente quer estar nesse sorteio e rola umas tretas por conta disso. A dra. que consegue fertilizar o óvulo é perseguida por ir contra a vontade do governo.

Como não tem continuação, posso dizer que essa infertilidade não foi por acaso.(Um livro que me lembrou essa questão foi Inferno de Dan Brown, no fim, em que ele descobre algo que trás infertilidade para a população.)

Ate hoje fico imaginando como seria a 2 temporada, mas fazer o que né. É uma série interessante que conspira contra uma teoria do futuro.

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Minissérie: Born to Kill


Oi gente, Born to Kill(nascido para matar) foi lançada recentemente ela tem 4 episódios e conta a história de um adolescente psicopata.

A série só deixa isso “claro” no fim, mas ele tem muitos indícios disso e também ele sabe disso, de certa forma. Sua mãe é enfermeira e ele aproveita essa oportunidade para frequentar o hospital, especificamente a ala geriátrica, onde ele comete seu primeiro assassinato. Se sente realizado e feliz.

Sam tem o costume de inventar histórias e para parecer verdadeiras, ele treina em frente ao espelho e grava vídeos também. Uma das histórias é sobre o seu pai, que ele acredita ter morrido. Mas, ao longo dos episódios ele descobre que na verdade o seu pai está preso por assassinato. Essa descoberta faz com Sam acredite ter achado todas as respostas para o seus porquês.

Bom, talvez até role uma pré disposição genética aí, mas o pai de Sam não quer saber dele, só usa-o para chegar a mãe dele.

Apesar de ser curtinha, achei muito interessante como o ator consegue interpretar tão bem os traços de um psicopata, a manipulação, as mentiras, o olhar, o jeito, o sorriso e como as pessoas ao redor dele são persuadidas acreditando que ele é um bom menino que sonha em ser médico no futuro. Na verdade ele estuda medicina para saber as diversas formas de matar alguém.

Desculpem , mas não gravei o nome da mãe, do pai e da namorada. Mas, acredito que consegui passar o enredo. Não achei uma sinopse bacana sobre a minissérie só comentários desse sites que disponibilizam o download, então preferi não colocar.

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Livro: Eu mato

Aquele momento em que você está passando e vê uma capa de livro que te faz voltar? Foi esse livro. Não sei se já saiu o filme, mas deveriam investir.

Um livro de Giorgio Faletti, com 4 milhões de exemplares vendidos na Itália, trás aquele suspense que nem todos os autores conseguem trazer em um livro. Eu só parava de ler quando meus olhos não aguentavam mais.

Descrição da Saraiva

Neste thriller de estreia de Giorgio Faletti, um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras: capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático.
Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase Eu mato escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas.
O primeiro ataque vitima um piloto de Fórmula 1 e a filha de um general norte-americano. À medida que os crimes dominam as manchetes europeias, o assassino faz novas vítimas, entre elas um gênio da informática e um bailarino russo. Tragédias pessoais afetam e conectam os envolvidos nas investigações.
O autor mantém o suspense implacável mesmo depois de revelar a identidade do criminoso, quando é iniciada uma caçada para impedir novos ataques. Ao manipular perfis psicológicos singulares com uma trama surpreendente, Giorgio Faletti conquista o leitor. A versão cinematográfica de Eu mato já é esperada em uma superprodução internacional.

Não sei vocês, mas quando eu leio livros de serial killer, eu quero saber o que houve na vida desse ser humano para ele querer machucar outras pessoas e qual a “assinatura” desse(a) serial. A dele é pitoresca.

Sua assinatura é “Eu mato…”, escrito com sangue e ele esfola a vítima( não vou dar spoiler sobre esse esfolamento). Ele sempre escreve com os “…” porque pretende fazer de novo.

PS: ele cola a frase em uma cartolina e depois de matar as vítimas ele molha a cartolina com o sangue.

O assassino é chamado de Vibo por um motivo bem específico. E tem mais dois nomes um de nascimento e outro escolhido por ele.

Quem investigará os assassinatos em série é o Frank Ottobre, agente especial do FBI, mas estava afastado desde o suicídio de sua esposa.

Vibo usa um programa de rádio para se comunicar com a polícia e com as pessoas( usando uma voz manipulada). Ele é um amante da música, e suas pistas são feitas com trilhas sonoras onde ele sugere quem será a próxima vítima. Quando o assassino liga para a rádio ele diz que é um e ninguém.

Agora, imagine você ter que descobri quem é a próxima vítima a partir de uma trilha sonora dentre milhares existentes no mundo? Missão quase impossível.

O assassino continua matando e em alguns momento ele muda sua abordagem o que de certa forma leva a polícia até ele.

O que posso dizer é que por trás da frase “eu mato…” existe um trauma familiar grande que desencadeou um transtorno em Vibo. Ele é preso e não se arrepende de nada, só sente falta da música.

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Seriado: Lúcifer.

Na série, Lúcifer já é o rei do inferno, mas de tanto reinar por séculos fica entediado e resolve ir para a Terra( em um corpo humano), fazer amizade com as criações(nós) do todo poderoso. Ele se nomeia Lúcifer Mornigstar(estrela da manhã) e abre um bar chamado Lux. Sim, ele já chega rico.

Inicialmente ele vê os humanos como seres inferiores e não entende porque o pai valoriza as pessoas, usa as pessoas para sexo, como empregados, em resumo como bonecos. Até que ele conhece a detetive Decker, que o faz começar a pensar de forma diferente.

Sinopse Adoro Cinema

Entediado e infeliz como o Senhor do inferno, Lúcifer abdica de seu trono e abandona seu reinado para viver na atordoada Los Angeles. Lá, ele dá início a outro empreendimento: ele abre um Piano-Bar chamado Lux.

A série é boa, porque Lúcifer é completamente cômico e sarcástico, ele não finge ser outra pessoa e isso faz com que acreditem que ele tem problemas ou que no mínimo ele é egocêntrico e narcisista. Como ele nunca tinha vindo a Terra tudo ele acha novo e engraçado ou chato e entediante, mas ele não tem filtro e fala o que pensa. Ele consegue um sim da detetive e passa a ser o colega dela para resolver os crimes da forma mais anti profissional possível, porém quando ele descobre o culpado(a) pelo crime ele puni essa pessoa e também ele consegue descobrir o que o sujeito deseja(aquilo que a gente não conta a ninguém).

É como se a série quisesse mostrar o outro lado de Lúcifer que não vemos e nem ouvimos falar( um diabo engraçado que não é tão do mal assim). Mas, de forma engraçada e até humana.

Algumas curiosidades(ou heresias)

-Ele tem poder limitado na Terra.

-Trouxe um demônio, Maze, que é sua amiga e guarda.

-Tem mãe, Lilith e irmãos, mas nem todos aparecem no seriado(ainda).

-Se apaixona por uma humana(Decker).

-Não consegue usar os poderes com a detetive.

-Também é chamado por Samael.

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Livro: Golem e o Gênio

Acabei de ler essa gracinha.

Não me chamou atenção de primeira, nem de segunda. Mas, foi pelo título… que diabos é “golem?” Já criei meu pré julgamento achando que o gênio concedia os 3 desejos da golem ou que eles se pegavam kkkk me interessei quando vi um comentário em um blog(que não lembro o nome) e percebi que eu estava muito enganada.

Descrição Saraiva

Os confrontos e as barreiras vividas por duas culturas tão próximas, ainda que aparentemente opostas. Em GOLEM E O GÊNIO, premiado romance fantástico que a DarkSide® Books traz ao Brasil, o leitor se transporta à Nova York da virada do século XX, em uma viagem fascinante através das culturas árabe e judaica. Seus guias serão poderosos seres mitológicos. Chava é uma golem, criatura feita de barro, trazida à vida por um estranho rabino envolvido com os estudos alquímicos da Cabala. Ahmad é um gênio, ser feito de fogo, nascido no deserto sírio, preso em uma antiga garrafa de cobre por um beduíno, séculos atrás. Atraídos pelo destino à parte mais pobre de uma Manhattan construída por imigrantes, Ahmad e Chava se tornam improváveis amigos e companheiros de alma, desafiando suas naturezas opostas. Até a noite em que um terrível incidente os separa. Mas uma poderosa ameaça vai reuni-los novamente, colocando em risco suas existências e obrigando-os a fazer uma escolha definitiva.O romance de estreia de Helene Wecker reúne mitologia popular, ficção histórica e fábula mágica, entrelaçando as culturas árabe e judaica com uma narrativa inventiva e inesquecível, escrita de maneira primorosa.

Antes de mais nada, golem é uma criatura feita de barro e são feitos para proteção e força bruta. É um ser mítico artificial ligado a uma tradição mistica do judaísmo.

Agora, vamos ao livro.

Um homem chamado Otto Rotfeld, estava com 33 anos tinha o desejo de se casar e ir para a América(ele morava na Alemanha). Como ele não tinha sucesso com as mulheres, nem dinheiro(gastou tudo), nem lábia. Ele teve a ideia de ter uma golem, mas que se passasse por humana não só fisicamente mas, mentalmente também. Ele fez esse pedido(ou compra) a um velho chamado Yehudah Schaalman que gostava de artes cabalísticas e oferecia seus serviços(de qualquer tipo e natureza) em troca de recompensa. Otto pediu que a golem fosse obediente, curiosa, inteligente e fosse respeitável(não lasciva). Ele era um homem falido e o pouco que lhe restou, ele comprou a golem e as passagens de navio para recomeçar a sua vida na América. Yehudah lhe preveniu sobre despertar a golem antes de chegar a América, por ela ser uma criatura extremamente forte, não era indicado despertá-la dentro de um navio, pois não se sabia como seria a reação, ela foi criada de forma diferente( o livro não diz onde ele arranjou pele, cabelo, unhas e todo resto), mas ninguém podia saber se deu certo essa experiência. Além de falido, Otto também estava em um estágio avançado de apendicite e não resistiu, morreu no navio. Mas, antes de morrer ele despertou a golem, ela o ajudou, o médico tentou salvar, mas sem sucesso.

A golem chegou a América, sem rumo, sem criador e sem saber o que fazer, ficou vagando em Nova York. Uma curiosidade sobre os golens é que como eles foram feitos para servir, são reféns dos desejos e vontades humanas. Então, imagine como essa golem ficou em Nova York, trilouca. E isso quase lhe causou uma confusão, mas um Rabi a salvou. Ele sabia o que ela era e a ajudou, levou para casa e começou a ensinar o que ela precisava saber para estar entre os humanos e a nomeou de Chava.

Em um outro bairro, Sírio, vivia um funileiro chamado Boutros Arbeely que recebeu um pedido de concerto de uma garrafa de cobre, muito bem detalhada, porém com muitos amassos. Quando começou a passar o ferro de soldar, um choque violento o jogou para longe, quando ele se levantou havia um homem nu, no chão. Despertou transtornado perguntando por um feiticeiro que obviamente Arbeely não sabia. Segundo esse homem, o feiticeiro o prendeu em um corpo humano e colocou uma pulseira de ferro, algo letal para os gênios. Arbelly desconfiou que este sujeito fosse um Djim e ao pergunta obteve uma resposta positiva.

Djim – mais conhecido como o gênio da lâmpada(graças a Disney). Existem vários tipos de djins, do canibal ao super inteligente, do bom ao mau. Não vivem eternamente, porém vivem muito. Podem ser presos se a pessoa souber os procedimentos corretos.

O Djin só lembrava que havia sido escravo de um feiticeiro, por uns mil anos. Por ficar muito tempo ocioso, ele aprende funilaria e ajuda Arbeely, mas da sua forma. Ele consegue derreter qualquer metal e isso faz com que os trabalhos terminem mais rápidos. Arbeely dá um nome para o Djin, decide chamá-lo de Ahmad.

Por alguma coincidência do destino(ou da autora) Chava e Ahmad se encontram, se conhecem e passar a ser amigos.

O que eles não sabem até o momento é que o feiticeiro que prendeu o Djin e o velho Yehudah que fez a golem são a mesma pessoa e ele quer saber como viver eternamente e para isso está indo para Nova York colocar seu plano em prática.

Tomara que tenha continuação, adoraria. Achei muito legal a mistura das culturas, claro que no livro os humanos não se misturam e até a Golem e o Djin tem pensamento bem diferentes, mas isso não impede que eles sejam amigos e ajude um ao outro. E como sempre falo, acho muito fascinante aprender mais sobre outras culturas. Só conhecia o gênio da lâmpada de Aladim e Golem nem isso. A escritora está de parabéns.

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Livro: Juliette Society

Post proibido para quem se acha santo. Haha.

“Antes de irmos adiante, vamos combinar uma coisa.
Eu quero que você faça três coisas por mim.
Uma.
Não se ofenda com nada que ler a partir deste ponto.
Duas.
Deixe suas inibições à porta.
Três, e mais importante.
Tudo que você vir e ouvir a partir de agora deve ficar só entre nós.
Ok. Agora vamos ao que interessa.”

Escrito pela Sasha Grey(nome artístico), Marina Ann Hantzis, ex atriz pornográfica norte americana, o livro trás a existência de um clube secreto que tem por objetivo sexo.

Descrição do livro 

Se eu te contasse que existe um clube secreto, cujos membros pertencem à classe mais poderosa da sociedade – banqueiros, milionários, magnatas da mídia, CEO’s, advogados, autoridades, traficantes de armas, militares condecorados, políticos, oficiais do governo e até mesmo o alto clero da Igreja Católica -, você acreditaria? Este clube se reúne sem regularidade, em um local secreto. Às vezes em locais distantes e às vezes escondidos. Mas jamais duas vezes no mesmo lugar. Normalmente, nem mesmo duas vezes no mesmo fuso horário. E esses encontros, essas pessoas… não vamos enrolar, vamos chamá-las do que são, os Mestres do Universo. Ou o Braço Executivo do Sistema Solar. Então, essas pessoas, os Executivos, usam os encontros como uma válvula de escape do cansativo e estressante negócio de estragar ainda mais o mundo e criar novas maneiras sádicas e diabólicas de torturar, escravizar e empobrecer a população. E o que eles fazem em seu tempo livre, quando querem relaxar? Deveria ser óbvio. Eles fazem sexo.

O nome desse clube é Juliette Society em homenagem a a uma de duas personagens – irmãs, Juliette e Justine por Marquês de Sade. Juliette é menos conhecida, porém possuía um grande por sexo, assassinato e qualquer tipo de prazer que não tenha provado. Em outras palavras, uma viúva negra, porém de forma pior, pois a viúva negra só mata depois da relação e ela matava a qualquer momento.

No livro ela é estudante de Cinema, tem um namorado chamado Jack, uma amiga chamada Ana e uma tara pelo professor Marcus e muitas fantasias sexuais.

Ana é a responsável por apresentar o clube e outras coisas a Sasha, além de terem um desejo em comum por Marcus que prefere sexo no escuro, dentro de um armário e a mulher sempre tem que estar vestida como a mãe dele(transtorno detectado).

Após Jack pedir um  tempo, Ana convida Sasha para conhecer o clube, e daí começa a vida dupla de Sasha.

Não vou contar mais nada do livro, perderia a graça e a mágica da leitura é a imaginação.

A leitura é bem detalhada e super informal(de baixo calão). Eu gostei da leitura porque foge do padrão de contos eróticos com homens bilionários, ilhas paradisíacas, Iphone, Calvin Klein e etc.. em outras palavras, é algo mais comum.

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Pensamento do dia: Precisamos falar sobre o luto

Olá, atualmente está se falando muito sobre baleia azul, suicídio, os 13 porquês. Em meio a tudo isso eu vejo a luta pela vida e acho super válido. Mas, sabemos que o fim de todos(independente de crença) é a morte. E não sabemos lhe dar com ela. O luto é um tabu. Em algumas culturas e religiões eles vêem a morte como uma ponte de passagem, uma transição e existe toda uma preparação para que a pessoa que vá fazer essa passagem esteja pronta e cheia de energia positiva.

Muitas coisas mudaram nos últimos tempos, antigamente a morte era algo que no geral ocorria na velhice, por doença ou fatalidade. Hoje em dia, as pessoas estão morrendo por motivos fúteis. O nível de violência tem crescido a cada dia, doenças terminais, abuso de drogas, pobreza e etc.. Esses fatores têm deixado a sociedade lado a lado com a morte.

Segundo a Psicóloga Elisabeth Kübler-Ross, existe “as etapas da morte”, sendo elas:

  1. negação – recusa em aceitar a realidade que está acontecendo.
  2. raiva.
  3. barganhar por mais tempo.
  4. depressão.
  5. aceitação.

Nem todo mundo passa por essa etapa, ou até passa mas, não nessa ordem . A morte e a vida são experiências individuais, não existe uma regra ou etapa para ser seguida. Em resumo, essas etapas não devem ser vistas como critério ou modelo.

Para o pesar também não existe um padrão. Você pode ver em um enterro alguém que não tem uma lágrima, enquanto outra pessoa conversa com o falecido(a). Algumas pessoas se recuperam com mais facilidades que outra. Algumas nunca vivem ou não conseguem viver o luto. Existe um “padrão” * muito estudado sobre o pesar em três etapas, em que o indivíduo de luto aceita a dolorosa realidade da perda, aos pouco solta o laço com a pessoa que faleceu e readapta-se à vida pelo desenvolvimento de novos interesses e relacionamentos.

  1. Choque e descrença – as pessoas podem se sentir confusas logo após a morte de um ente querido. Com sentimentos esmagadores de tristeza e choro frequente. A primeira etapa pode durar semanas, a variação desses sentimentos podem ocorrer após uma morte repentina ou inesperada.
  2. Preocupação com a memória da pessoa falecida – pode durar seis meses ou mais, o sobrevivente tenta conciliar-se com a morte, mas ainda não a aceita. Trazendo um exemplo, podemos falar sobre as viúvas, onde de tempos em tempos ela pode ser tomada por um sentimento de que seu marido está presente. Apesar dessas experiências diminuírem com o tempo, embora possa voltar a ocorrer em datas comemorativas.
  3. Resolução. A etapa final chega quando a pessoa de luto renova o interesse em
    atividades cotidianas. As lembranças da pessoa morta trazem sentimentos de
    afeto misturados com tristeza, em lugar de dor profunda e saudade.

O respeito pelas diferentes formas de demonstrar pesar pode ajudar os enlutados
a lidar com a perda sem fazê-los achar que suas reações são anormais. Mas, cada um age de uma maneira diante do luto. A maioria das pessoas que estão de luto são capazes, com a ajuda da família e dos amigos, de se conciliar com sua perda e de voltar a viver normalmente. Para algumas, entretanto, indica-se terapia para perda.

Falando sobre a morte

Se o fim de tudo é a morte, por mais sofrido e doloroso devemos falar sobre ela. Não é algo fácil. Para mim pensar em uma vida sem os meus pais é aterrorizante, mas tenho trabalhado isso em mim e eles também falam sobre a morte, o que de certa forma trás um suporte, porque quando acontecer(espero que demore muito) eu não estarei tão desamparada,pois eles já estão me preparando para isso.

Segundo Kübler-Ross (1975), enfrentar a realidade da morte é o segredo
para viver uma vida significativa:

É a negação da morte que é parcialmente responsável pelas vidas vazias e sem
sentido das pessoas, pois, quando você vive como se fosse viver para sempre,
fica muito fácil adiar as coisas que você sabe que precisa fazer. Em contraste,
quando você compreende plenamente que cada dia que você vive poderia ser o
último, você utiliza o tempo daquele dia para crescer, para se tornar mais quem
você realmente é, para se aproximar de outros seres humanos, (p. 164)

Mesmo a morte pode ser uma experiência de desenvolvimento. Como disse um
profissional de saúde: “…existem coisas a serem obtidas, realizadas, no ato de morrer.
Tempo com e para aqueles com que nos relacionamos, alcançar um sentimento final
e duradouro de valor próprio e uma prontidão em deixar passar são elementos inestimáveis
de uma boa saúde” (Weinberger, 1999, p. F3).
Com um ciclo de vida limitado, ninguém pode realizar todas as suas potencialidades,
gratificar todos os seus desejos, explorar todos os seus interesses ou experimentar
toda a riqueza que a vida tem a oferecer. A tensão entre as possibilidades de crescimento
e um tempo finito para efetuar o crescimento define a vida humana. Pela escolha
de que possibilidades explorar e, continuando a persegui-las o máximo possível,
mesmo até o próprio fim, toda pessoa contribui para a história inacabada do desenvolvimento
humano.

Bom, o estudo sobre o luto vai muito além do que esse pensamento. Decidi falar sobre ele porque ontem recebi a notícia de que um colega meu de academia havia sido baleado em uma tentativa de assalto e hoje ele não resistiu aos ferimentos e faleceu. Outro dia estávamos brincando e rindo, porém a partir de hoje eu nunca mais o verei, é uma sensação muito estranha. Eu recebi as notícias sobre ele através do Whatsapp e fiquei incomodada de como as pessoas recebiam a notícia, tive a sensação de estar recebendo essa notícia pelo Jornal Hoje, onde Sandra fala sobre um latrocínio(roubo seguido de morte) e logo em seguida chama a meteorologista. As pessoas não querem ter que lhe dar com a morte e ao mesmo tempo estão matando umas as outras sem motivo e vão empurrando tudo com a barriga e vai formando uma bola de neve. Em resumo, é complicado.

 

“Todo o tempo em que pensei que estava aprendendo a viver,
estive aprendendo a morrer.”
Cadernos de Leonardo Da Vinci

REFERÊNCIA

PAPALIA, D. Desenvolvimento humano/ Diane Papalia, Sally Olds, RuthFeldman. 8 ed. Porto Alegre: AMGH, 2006.

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Filme: Estrelas além do tempo

O filme é inspirado no livro Hidden figures da Margot Lee Shetterly.

Sinopse segundo Adoro Cinema

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Assistir ao filme foi um misto de emoção e revolta. Fico feliz quando vejo que em meio as dificuldades as pessoas conseguem se superar e vencer. Mas, pensar que até para tomar café, a garrafa térmica tem que ser diferente, para uma “pessoa de cor” me deixa puta. O filme é baseado em fatos reais e como descrito a cima, fala sobre três mulheres muito inteligentes(matemática, engenharia mecânica e ciência aeroespacial) que trabalhavam na Nasa e eram negras. A escravidão tinha sido abolida, mas os negros não podiam frequentar o mesmo ambiente onde um branco estivesse. Por elas serem muito inteligentes elas conseguem vagas entre os brancos, mas sofrem muito, muito, muito preconceito. Elas eram tratadas com duplo preconceito por serem mulheres, o “sexo frágil”, e por serem negras. Felizmente elas deram a volta por cima, não é todo mundo que aguenta, eu não aguentaria. É muito bacana quando elas começam a executar e falar sobre exatas e as pessoas ao redor ficam bestas com tamanho conhecimento. Me senti orgulhosa kkkkk

Vi algumas críticas sobre o filme, como se ele quisesse passar uma imagem de acomodação pelas pessoas negras que reclamavam da situação, mas t. No mínimo, quem frequentou as aulas de história aprendeu sobre a época de 1961. Uma década muito difícil para os negros, não adiantava usar a força. Elas foram conquistando lugares altos usando a razão e a inteligência. Dando tapa na cara da sociedade, com luvas. É uma história inspiradora, principalmente para quem é mulher e negra. Sim, avançamos muito, as mulheres estão conquistando novos patamares, mas não estou iludida acreditando que o preconceito acabou ou vai acabar qualquer dia desses. É uma luta diária e feita em união.

Bom filme.

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Seriado: Bates Motel

Oi gente, tudo que fala direta ou indiretamente sobre saúde mental(ou a falta dela) eu gosto de ver, ler e ouvir. Bates Motel foi feito a partir do filme psyche. O seriado conta a história de Norman Bates e sua mãe Norma Bates. Norman tem transtorno dissociativo de identidade que é caracterizado pela presença de duas ou mais identidades de personalidades distintas. Cada uma delas pode ter um nome, histórico pessoal e característica distintos, ou seja, ele acha que é a mãe. Apesar do filme ser enxuto, o seriado explora muito mais a história de Norman e um possível porque dele ter desenvolvido esse transtorno.

Sinopse segundo Adoro Cinema 

Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decidiu começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, em Oregon, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela comprou um velho motel abandonado e a mansão ao lado. Mãe e filho sempre compartilharam uma relação complexa, quase incestuosa. Trágicos acontecimentos vai empurrá-los ainda mais. Todos eles agora compartilham um segredo obscuro.

Eu, particularmente, não consigo sentir raiva de Norman, sim ele comete assassinatos friamente, mas o sofrimento dele foi tão grande durante a infância que seu cérebro criou uma personalidade mais forte para aguentar esses momentos difíceis. O Norman em si, é um menino doce, carinhoso, atencioso. O Norman versão Norma quer se livrar de tudo que poderá vir a lhe fazer mal. Ele não consegue se relacionar com mulheres por muito tempo e também as mata, porém não lembra. Norman não lembra de nada quando está com a personalidade da mãe. Não estou tentando justificar o erro dele, eu entendo que o cérebro tem um limite e quando esse limite chega ele tenta se proteger de todas as formas e daí surgem os problemas de saúde mental.

No seriado, quando Norma morre ele continua agindo como se ela existisse. No início das temporadas eles mostram o que Norman vê, ou seja, ele vê sua mãe matando as pessoas. Agora, na 5 temporada, eles mostram a realidade dos fatos, como se o transtorno se apresentasse a ele e lhe contasse a verdade. Como dito acima Norman, no seu normal, não é uma pessoa ruim e tenta lutar contra isso(ou a mãe).

Uma pena que vai acabar. Vejam o filme também.