Viagem para o sertão baiano

Oi gente, hoje irei mudar um pouco o foco do blog e irei falar sobre a viagem que fiz no carnaval para o sertão baiano. Sou de Salvador, mas conheço muito pouco a Bahia. Fui para Lapão, Central e Xique Xique.

É uma experiência incrível, fui pela primeira vez e já quero voltar. Sempre pensei em como poderia ajudar as pessoas, ser útil para alguém, pois sei que vir ao mundo só pra juntar riquezas é muito pouco. Bom, encontrei o meu lugar.

Conhecer um local tão humilde e ao mesmo tempo com gente tão hospitaleira e alegre foi ver algo espetacular. Em nenhum momento senti vontade de voltar para casa ou mesmo senti saudade. Eu reclamava tanto de coisas fúteis, nossa como eu era idiota, era.

Sou muito grata a Deus por ter tido essa oportunidade de conhecer o sertão baiano. Tem muita pobreza, fome, falta de água e luz, muitas crianças sem o básico. Mas, eles não reclamavam de nada, o pouco que tinham das plantações nos ofereciam. Foi uma das melhores viagens que já fiz.

Faça você também essa viagem, ajudar ao próximo é melhor do que receber.

 

 

Seriado: Black Mirror

O seriado mais verdadeiro e bizarro, ever.

Ele faz uma crítica direta, porém de forma criativa de como a internet, tecnologia, redes sociais, o mundo globalizado tem mudado as pessoas, os costumes, valores, o que realmente é essencial para vida.

Sinopse segundo  Adoro Cinema 

Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia.

É uma série que tem como objetivo impactar, vivemos tanto na internet que parece fazer parte do nosso organismo. Tudo está ao nosso alcance com um clique, uma praticidade ótima, porém existem pessoas que param de viver, sair, se relacionar, tudo por conta da tecnologia. Vale a pena assistir, cada episódio aborda um tema diferente, então não precisa seguir a ordem da temporada. 1.png

Livro: A noiva fantasma

Quando li o título do livro(lá em 2015)… “A noiva fantasma” pensei que era terror, já fui ler a sinopse, não era. Mas, não deixou de ser interessante. A autora Yangsze Choo, mistura um tema real com o mundo espiritual. É interessante saber sobre questões religiosas de outras culturas, nesse caso o povo Malaio, você passa a entender porque determinados locais agem de forma excêntrica e o quanto eles levam a sério essas questões sobre a morte e o morrer.

Descrição do livro segundo a Saraiva 

Até que a morte os aproxime
“Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma…”
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.
“A Noiva Fantasma”, que a DarkSide® Books publica no Brasil em 2015, é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, A Noiva Fantasma é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. Eleito o Livro da Semana pela Oprah.com, entrou em diversas listas de melhores livros do ano, como Indie Next List’s Pick, Glamour Magazine Beach Read, The Bookseller Editor’s Pick e Library Journal Barbara’s Pick.

A história se passa no ano de 1893 em Malaia. Como já citado acima, o pai pergunta se ela gostaria de ser uma noiva fantasma. Inicialmente ela não sabe se ele fala sério ou está brincando. Esse pedido é feito pela família Lim que é uma das mais ricas da cidade. O suposto noivo é Lim Tian Ching que morreu de uma febre. A família de Lim era rica, porém seu pai perdeu toda a fortuna, deixand0-a sem fundos para um casamento (ou melhor, sem escolha, pois um homem rico não pode casar com uma mulher pobre na cultura Malaia). Então ele acha que apesar de tudo é uma boa oportunidade, já que ela terá sempre vestidos de seda, irá morar em uma mansão e nunca passará fome.

Apesar dela não querer acreditar nessa história, surgem convites da família Lim e ela aceita. Em um desses, a mãe de Liam Tian Ching pede a fita que está no cabelo de Lim, com essa fita ela meio que estabelece um contanto através de sonhos(reais, apesar dela achar que não) entre Liam e Li Lan, onde ele a corteja, conversa, faz o pedido de casamento dentre outras coisas.  Nos sonhos ela sempre rejeita o pedido de casamento, até que ele fica furioso e diz que se ela não se casar com ele irá trazer ruína a seu pai e assombrar ela e toda a sua família. Li Lan decide contar pra amah(tipo uma babá, cuidadora) que está sendo assombrada e elas vão visitar uma médium. Ela faz perguntas e por fim diz que Liam Tian não seguiu o seu caminho após a morte porque antes de falecer tinha se apaixonado por Li Lan e ele não vai desistir enquanto não conseguir casar com ela. A médium aconselha queimar dinheiro(notas do inferno, do Deus do inferno) e dá um saco com pó e um amuleto pra deixar o espírito longe.

Claro que isso só ameniza a situação, mas ele não desiste facilmente. Nessa cultura se a pessoa tem muito dinheiro e poder em vida, o mesmo acontece na morte. Quanto mais oferenda a família fizer ao morto mais poder ele tem do outro lado, por isso Liam Tian Ching consegue fazer tantas coisas no livro que um fantasma pobre(ou normal) não conseguiria.

Lin Lan entra em “coma” e seu espírito vai para o além onde acontecem muitas coisas, muitas aventuras, perigos, reencontra a mãe e lá ela descobre como se livrar desse fardo de ser uma noiva fantasma.

No livro ela explica muitas coisas da cultura como as festas, a posição das mulheres diante da sociedade, religião, morte. Achei muito rico e a autora foi muito feliz em compartilhar essas informações. Contar um história de um amor sobrenatural de forma tão envolvente e criativa se vê muito pouco hoje em dia. Só não curti saber que quem em vida é pobre após a morte continua pobre. kkkk  Mas, no livro também explica sobre o pós morte, apesar de não acreditar, achei super interessante como eles acreditam ser a vida após a morte.

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Seriado: Black box

Pense em uma série que eu sinto falta. Ela só teve uma temporada. Infelizmente as séries que falam de saúde mental que fazem sucesso são as que rolam morte, abuso, suicídio e todas as outras coisas ruins.

O que me chamou atenção nessa série é que ela tenta mostrar como é o mundo de uma pessoa bipolar e como ela enxerga, sente, escuta e fala no mundo externo sendo bipolar. Como eu disse, tenta, porque eles escolheram um “perfil” específico, cada um vê de forma diferente. Ela é uma neurocirurgiã renomada e quase ninguém sabe sobre seu estado mental. No geral, ela toma os remédios frequentemente para conseguir ter uma rotina(da forma dela) por causa da sua profissão. Claro que, para mim a série é muito interessante pois fala de saúde mental, doenças e suas patologias e mostra que as pessoas podem ser inseridas socialmente, que elas também podem contribuir para o bem comum. Sim, com limitações pois, nem os “normais” são perfeitos. Na série, em alguns momentos a Catherine decide não usar remédio pois, apesar de poder viver em sociedade ela não se sente livre, como se o seu verdadeiro eu, sua natureza fosse o fato da sua bipolaridade, onde ela vê o mundo de outra forma, cheio de possibilidades, de alegria, sexo, um mundo sem limites(até ela voltar em sim e lembrar das cagadas que fez). E nesses momentos é mostrado como ela vê esse mundo, como ela se sente. É muito legal, não o problema. Mas, você poder se colocar no lugar do outro e ter essa percepção. E a série trás os problemas dos pacientes que a Catherine cuida e trata.

Descrição da Adoro Cinema

Catherine Black (Kelly Reilly) é uma neurocientista reconhecida internacionalmente. No topo de sua carreira, ela parece ter conquistado tudo o que desejava na vida. Semana após semana, ela tenta desvendar os mistérios do cérebro, enquanto esconde o próprio segredo de ser bipolar. E essa é apenas uma das muitas coisas que ela esconde de sua família e de seu noivo.

Abaixo segue o link do trailer original.

 

http://www.adorocinema.com/_video/iblogvision.aspx?cmedia=19538001Black BoxBlack Box 1ª Temporada Trailer Original

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Jogo: Meu país/My country

Gosto muito de jogar, apesar de atualmente não fazer tanto isso. Tiro em primeira pessoa e estratégico são meus favoritos. Procurando na lojinha da Windows achei o My country da Game Insight da categoria simulação. Li a descrição e gostei, segue logo abaixo.

Descrição da Loja da Microsoft

2020: Meu país é a sequência do jogo de construção de cidades de sucesso chamado Meu País, que possui mais de 17 milhões de jogadores em todo o mundo. Neste novo jogo, você constrói e governa uma metrópole futurista em uma série  de cidades insulares. Uma sequência mais intensa e envolvente que  expande tudo aquilo que tornou o jogo original e incrível!

2020: Meu País oferece belíssimos gráficos e animações altamente detalhadas que trazem vida à sua cidade e a centenas de missões que devem ser completadas. Nesta continuação, você controla a vida de cidadãos ativos e contentes cruzando a cidade com carros voadores. Ao mesmo tempo que cada um dos edifícios pode ser personalizado com milhares recursos, você deve ficar atento a uma variedade de desastres, incluindo terremotos, inundações e até invasões alienígenas.

 

Construções

Teoricamente essa seria a cidade mais desejada do futuro, ela é toda sustentável. Tudo que você precisa fazer na cidade tem que utilizar a energia natural. Quando você utiliza toda essa energia, tem um tempo para ser reposta e a cada novo nível no jogo ela é aumentada. Quanto mais você constrói. mais moradores você tem, para você construir precisa ajudar e fazer tarefas para os moradores dos outros prédios.

Exemplo: Agora eu tenho a tarefa de abrir um mercado, e para isso preciso de 3 profissionais: faxineiro, segurança e um vendedor. Para cada profissional eu preciso juntar peças para poder contratar essa pessoa. No caso,o faxineiro eu preciso da lixeira, lata de lixo e luvas amarelas. Esses itens estão misturados nos prédios da cidade. Para eu conseguir esses itens eu tenho que fazer tarefas sociais em troca dos itens, trocar uma janela quebrada, cumprimentar o vizinho, passear com o cachorro, cortar  a grama e por ai vai. Fazendo essas tarefas eu consigo os itens e contrato o funcionário que preciso. Achei essa parte muito bacana, a questão de ajudar o próximo para poder abrir um empreendimento e construir  mercado, loja.

Quando você faz essas tarefas, o prédio vai ganhando estrelas, no total são 3. A cada nova estrela você tem o direito de girar a roda e ganhar uma decoração para o local, todas as decorações são sustentáveis ou pode ganhar dinheiro.

Pós na minha opinião

Achei muito interessante a questão da construção,  porque você sempre precisa do outro.

O gráfico é bom e as construções por serem futuristas deixam a cidade muito bonita.

Nunca falta tarefa, então você sempre estará construindo, concertando, executando eventos, cuidando de desastres naturais.

 

Sustento

Como falei acima ele é toda sustentável, e não falta money, todas as construções contribuem financeiramente. Existe um contrato e você escolhe se ele vai ser curto, padrão ou longo, O curto você consegue uma contribuição financeira mais rápido, porém um valor menor. Se for o longo demora mais, porém o valor é maior.

Amigos

Muita gente joga o Meu País, então é muito fácil conseguir muitos amigos no jogo, aliás o próprio game te dá uma recomendação de amigos para adicionar. Você pode ajudar a cidade dos seus amigos, enviar presentes e receber também. Quando você visita um amigo pela primeira vez você ganha 5 energias e dinheiro.

Contras do jogo na minha opinião 

  • A cidade não é tão sua assim, eu sou obrigada a construir coisas que não vejo como essencial(tipo a casa do peregrino). Mas, uma loira chata fica dizendo o que fazer. A cidade segue as datas e feriados dos EUA, então quando rolar Ação de Graças(Natal, Halloween) você tem que construir coisas referente a essa data querendo ou não, mesmo que aqui no Brasil não role isso.
  • Tem prédios que demoram muito para liberar o item que você precisa para poder contratar um profissional. Usa toda a energia, ai tem que esperar recarregar.
  • Tem itens que além da ajuda levam 30 energias sua, ou seja, não sobra quase nada.
  • Algumas vezes eu construía um edifício antes da tarefa, ou nem sabia que ia ter uma tarefa com esse edifício. Mas, mesmo que você já tenha construído o jogo não reconhece e você precisa construir novamente. Agora não construo mais nada, espero a tarefa chegar pra não gastar money e energia em vão.
  • Quando você vai comprar um terreno você também precisa de itens. E esse itens sugam sua energia e as vezes você precisa de muitos itens, e não consegue logo, é estressante essa parte. Exemplo: um item que sempre  é necessário para comprar terreno é a planta azul, para isso você aciona um contratempo que leva, obrigatoriamente, 20 energias. Nesse contratempo, especificamente,  é um cidadão que precisa enviar uma carta urgente, e para fazer isso  mais 4 energias são usadas. O detalhe é que esse cidadão vai retribuir com a planta ou com dinheiro. Se for dinheiro, você terá que acionar mais contratempos desse tipo. Nesse caso usa 24 energias, mas tem itens que usam 10, 15 energias mais as 20 para acionar o contratempo.
  • As tarefas com alienígenas são muito extensas e chatas. Lava disco voador, localiza alienígena, abre embaixada, prende alienígena, expulsa alienígena, investiga queda de disco voador. Aff. Claro que pelo fato de que não acreditar em e.t e não achar interessante, para mim é muito chato ter que fazer essas atividades.

Eita que rolou vários contras kkkkkkkkk

O jogo te dá a opção de comprar dinheiro, energia, moedas de ouro e country bucks. Você pode conectar o jogo ao Facebook para ter mais amigos e convidá-los também.

Ele está disponível em todos os sistemas móveis(pelo menos android, ios e windows phone), pc e hub.

Bom jogo!

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Por que psicopata gosta de música clássica?

Hello, o post de hoje foi uma curiosidade pessoal e vou compartilhar com vocês. Eu gosto de ouvir música clássica para estudar, escrever aqui(estou ouvindo agora), me acalmar e me faz pensar, é como se abrisse a minha mente. Nada contra as músicas de letra, mas sempre tem aquelas que eu gosto, perco o foco e começo a cantar(kkk). Nisso me veio a mente os filmes com psicopatas que sempre estão ouvindo música clássica e fiquei bad! Tipo… será que tenho a tendência? (deuzulivre) kkkkk e fui pesquisar sobre isso. Se é algo criado para dar mais drama na história do filme ou se realmente é “sintoma”.

Antes de começar, segue abaixo alguns filmes conhecidos que tem psicopatas que escutam música clássica.

  • Hannibal Lecter de “Dragão Vermelho”, “O silêncio dos Inocentes” e “Hannibal”, gostava de Bach.
  • Alex de “Laranja Mecânica”, gostava de Beethoven
  • Lex Luthor em “Superman, o retorno” gosta de Bizet.

Faltam vários, mas achei esses 3 que são bem conhecidos. Tem o seriado Hannibal também que faz quase tudo ouvindo música, incluindo matar e cozinhar as pessoas. São músicas que tocam a alma(pelo menos a minha) de uma sonoridade incrível. Mas, são usadas em momentos deploráveis.

Vou começar caracterizando um pouco o Psicopata.

É um tema muito estudado em saúde mental, e acredito que no geral sempre tem alguém estudando por ser algo mais visto na mídia(filmes, seriados, documentários, livros) e também pelas características do comportamento, por ser alguém manipulador, agressivo  e estar inserido socialmente, podendo ser até um vizinho ou alguém mais próximo.

De um modo geral, os estudos indicam que a psicopatia se manifesta numa série de condutas que são resultado de factores biológicos e da personalidade, relacionados com uma série de antecedentes familiares e outros factores ambientais. (SOEIRO, 2010)

O psiquiatra Cleckley apresentou um perfil de psicopatia no livro “The Mask of Sanity” (1941/1976) indicando os traços mais significativos da perturbação:

(1) Encanto superficial e boa inteligência; (2) Inexistência de alucinações ou de outras manifestações de pensamento irracional; (3) Ausência de nervosismo ou de manifestações neuróticas; (4) Ser indigno de confiança; (5) Ser mentiroso e insincero; (6) Egocentrismo patológico e incapacidade para amar; (7) Pobreza geral nas principais relações afetivas; (8) Vida sexual impessoal, trivial e pouco integrada; (9) Ausência de sentimentos de culpa ou de vergonha; (10) Perda específica da intuição; (11) Incapacidade para seguir qualquer plano de vida; (12) Ameaças de suicídio raramente cumpridas; (13) Raciocínio pobre e incapacidade para aprender com a experiência; (14) Comportamento fantasioso e pouco recomendável com ou sem ingestão de bebidas alcoólicas; (15) Incapacidade para responder na generalidade das relações interpessoais; (16) Exibição de comportamentos anti-sociais sem escrúpulos aparentes. Para este autor a principal característica do psicopata é a deficiente resposta afetiva face aos outros, o que explicaria a forte relação com condutas anti-sociais.

 Existem outros perfis, mas achei que esse aborda de forma mais completa. Podemos perceber que no 1 traço diz “boa inteligência”, dizem que quem ouve música clássica tem um Q.I mais alto, um nível intelectual elevado e etc.. Não sei porque eu escuto, não sei quase nada. kkkk Mas, acho uma música completa, como se expandisse o cérebro, os sentidos, uma sensação de transcendência. Mas, pra não ficar na achiologia fui pesquisar também. O  psicólogo canadense Glenn Schellenberg  fez uma pesquisa com 144 crianças durante meses tiveram aulas de piano ou de canto e de teatro ou não tiveram nenhum estímulo extra-escolar. E ele percebeu que inicialmente os alunos que produziam música conseguiam uma vantagem intelectual, porém, depois de oito meses, a vantagem reduziu ou se igualou as crianças que estavam tendo aula de teatro e tiveram uma melhora substancial na capacidade social. Outros estudos já dizem que esse benefício intelectual é temporário. Que só ocorre quando o cérebro é estimulado, ou seja, a pessoa é beneficiada quando está ouvindo música clássica. Outros dizem que se a pessoa for estimulada desde a gestação ela terá benefícios até a vida adulta.

Enfim, o que percebi é que não tem uma ligação direta entre a música clássica ser um sintoma do Psicopata ou até mesmo estimular a ação desse sujeito, e no perfil traçado de número 13 diz que o Raciocínio é pobre. É uma mistura de muitos sintomas e também ocorrem variações do tipo de psicopata. No caso, para esse Psicopata ter inteligência musical ele deve ser exposto ainda na infância. O período do neurodesenvolvimento mais sensível para o desenvolvimento de habilidades musicais se dá nos primeiros 8 anos de vida. Esse contato precoce com a música pode facilitar a emergência de talentos ocultos, contribuir para a construção de um cérebro biologicamente mais conectado, fluido, emocionalmente competente e criativo.

Não estou deixando nada concluído pois pesquisando percebi que ainda tem muita coisa a ser estudada. Coloquei algumas tags abaixo para quem tiver interesse em saber mais sobre o tema. E também vou por uma playlist do Spotify.

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Filme: Elle

Oi gente, vou comentar sobre o filme Elle que recentemente ganhou o globo de ouro de melhor filme estrangeiro( e a protagonista Isabelle Huppert também). É um filme francês, com lançamento em 2016. O filme é uma adaptação  do livro “Oh” de Philippe Djian. Geralmente eu acabo contando a maior parte do que rola no filme, mas nesse não farei isso. Foi um dos filmes mais diferentes que assisti até hoje.

Sinopse da Adoro Cinema

Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

Eu gosto de filmes “estranhos”, aqueles que mostram como o ser humano pode (ou é) ser sem as máscaras sociais. Mas, esse filme foi diferente de tudo que já tinha visto, ele mistura vários temas complexos socialmente e ao mesmo tempo é como se fosse algo “normal”.

Michèle, tem 50 anos, um filho(mimado), um ex-marido que mantém por perto(ele a agrediu), um amante que é o esposo da sua melhor amiga e é estrupada por um estranho, essa é a primeira cena do filme( dei uma pausa e fiquei pensando se continuaria a assistir), mas ela levanta, se limpa, limpa a casa e segue a vida. Ela sofreu um trauma na infância, que envolve o pai e isso faz com que ela siga a vida de forma diferente, ela não denuncia o estupro por não querer a polícia por perto que se fez presente muitas vezes na sua infância. Ela tem um tesão pelo vizinho dela que é casado, ela até tenta ficar na dela( mas, como diria a cantora Pitty ” enquanto a desejo, não a paz”), mas não consegue. E assim, vai seguindo a vida, com companhias que não gostam dela, com um trauma do passado e um estuprador(ou não)no presente.

Pronto, não falarei mais sobre o filme em si, mas quero falar, um pouquinho de nada, sobre a personagem Michèle, tão pitoresca. Ela é aquele ser um humano que pode ser chamado de “incógnita”. Porque ela não segue nenhum padrão que normalmente vemos, claro que um trauma sempre muda a pessoa, mas com Michèle o trauma não a mudou, transformou. Para começo de conversa… como assim a mulher é estrupada, levanta, se limpa e segue em frente? Não sei lhe dar com isso, acho que ninguém sabe. Ela faz questão de estar por perto das pessoas que não gostam dela, como se fosse algum tipo de ritual que renovasse as energias dela trazer desconforto aos outros com a presença dela.

É um filme que não segue nenhum padrão e os personagens também são todos diferentes. Eu não tenho um pensamento crítico aprofundando sobre filmes, não vou negar que quando ele terminou eu pensei ” que filme fudido (desculpe o palavrão)”, mas acredite esse forma que pensei é leve kkkkkk. É um filme intrigante que tira você da zona de conforto, que faz você pensar sobre sua segurança, sobre o que você vive, de como o ser humano consegue fazer determinadas coisas, um filme bizarro e diante de tanta coisa ainda tem humor. Vale a pena assistir e aumentar seus horizontes, tem cenas fortes, então esteja preparada(o) e tente ter um pensamento crítico para poder entender certas coisas, já que não existe um verdade absoluta e o que é certo para uns não é para outros.

E como sempre… nem tudo é o que parece nesse filme.

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Somatização

“Quando o sofrimento não expressar-se pelo pranto, ele faz chorarem os outros órgãos.”

William Motsloy

Olá, o assunto de hoje é sobre doenças psicossomáticas, ou seja, um processo pelo qual a pessoa “transfere” para o organismo a carga emocional decorrente de algum problema que está vivendo. Existem vários fatores que podem desencadear a somatização, mas falarei sobre as doenças psicossomáticas por causa do trabalho que, no geral, é a nossa segunda casa o que acaba sendo uma fonte de satisfação ou de sofrimento e ele também é responsável pela somatização  quando ocorre a insatisfação.

Como reação (ou consequência) ao sofrimento ocasionado do trabalho, a carga estressante pode gerar várias doenças que aparecem de acordo a personalidade e o organismo do indivíduo. As comorbidades ao stress mais comuns são: gastrite, depressão, dificuldade de concentração, entre outras. Além disso, a vulnerabilidade do sistema imunológico permite que o organismo torne-se porta de entrada para o vírus e outras doenças.

As doenças psicossomáticas surgem em momentos de muita ansiedade, estresse e frustração. E são bastante comum em pessoas que não costumam extravasar os sentimentos, guardando para si sentimentos como dor e mágoa. Assim, a tensão causada por eles se acumula no organismo e, uma hora, “explode”, causando manifestações do organismo.

Os sintomas, em geral, iniciam-se antes dos trinta anos de idade e ocorrem mais frequentemente em mulheres(como se não bastasse ter cólica e a dor do parto –‘), interferindo na vida pessoal, levando à necessidade de um tratamento médico. A causa ainda não foi descoberta, mas os sintomas costumam surgir em momentos definidos como, por exemplo, no começo da idade escolar, durante a crise da adolescência ou no início da vida adulta, em função de responsabilidades profissionais e sociais. São, ainda, resultado de perdas significativas, tais como a morte de um parente ou a perda do emprego.

Mas por que as doenças psicossomáticas acontecem? Porque certas condições orgânicas estão ligadas a determinados estados emocionais. Se algo não vai bem com o indivíduo, o organismo “sente”, e o sistema nervoso central manda várias substâncias para a corrente sanguínea, como neurotransmissores e hormônios – que atuam como reguladores do organismo. Assim, basta que se esteja em desequilíbrio para as doenças começarem a aparecer.

Para descobrir se a doença é mesmo psicossomática, o médico deve fazer um exame físico detalhado para excluir causas físicas dos sintomas, que costumam ser vagos e indefinidos.

Nos casos de somatização, o objetivo do tratamento é auxiliar o indivíduo a aprender a lidar com os sintomas físicos e entender que eles têm uma origem psíquica. É preciso, principalmente, manter uma relação de empatia e confiança com o médico, comparecendo regularmente às consultas para avaliar os sintomas.

Quando se fala em uma relação de empatia e confiança é por causa da forma como é dado o resultado do exame. Porque nem todo mundo vai acreditar em um diagnóstico em que diz que seu cérebro está criando doenças no seu corpo, ou seja, imaginários. Uma forma básica é ajudar a pessoa a prender como lidar com os conflitos de forma positiva, sem ficar remoendo os problemas o tempo todo, mesmo porque tendemos a focar no problema e não na solução.

Eu já tive somatização quando trabalhei no telemarketing, logo no início, gente era frustante porque eu sentia vários sintomas ia no médico, fazia exame e não dava nada! A louca de sintomas “espirituais”. Mas, realmente o que ajuda é pensar positivo, eu comecei a fazer amizade com os colegas de layout, nas pausas ouvia música, me distraia, deu certo. Porque é um clima de pressão constante, metas, vendas, para mim que nunca tinha vivido isso foi um baque grande.

REFERÊNCIA

NOBRE, Larissa Lacerda. Motivação: os desafios da gestão de recursos humanos na atualidade. 1.ed. Curitiba: Juruá, 2010. 105p.

Tessari, Olga Inês. Quando as emoções provocam doenças. Disponível em:<http://ajudaemocional.tripod.com/id344.html&gt; Acesso em: 22 de jan 2017

Livro: 100 escovadas antes de ir pra cama

Oi gente, irei falar sobre o livro 100 escovadas antes de dormir ou ir para a cama(achei dessas duas formas) que foi o primeiro livro que li em 2017. Ele é contado como um diário e seu conteúdo é erótico. Hoje em dia os livros eróticos estão bem repetitivos, pelo menos a maioria que foi lançado depois de 50 tons de cinza(minha opinião). Todavia, tem o Peça-me o que quiser(trilogia) que tem um tipo de conto diferente(ele sente prazer ao ver sua mulher transando com outros ou outras) e também gostei do Juliety Society que a autora é uma ex atriz pornô. A autora do livro, Melissa Panarello conta (ou transcreve) o que havia em seu diário, especificamente suas experiências sexuais, supostamente verídico segundo ela. Ele é bem curto e no geral as coisas que ela conta também. Tirando as experiências sexuais.

Descrição segundo a Saraiva

No inverno europeu de 2002, longe dos olhos da mãe e do pai, a jovem italiana Melissa Panarello começou a escrever um diário em que relatava, sem pudores e meias palavras, as precoces e variadas experiências sexuais vividas por uma colegial entre os 15 e os 16 anos. Publicado em junho de 2003, ‘Cem Escovadas Antes de Ir para a Cama’ já vendeu mais de meio milhão de exemplares na Itália, e teve seus direitos de tradução negociados em 24 países. A história de Melissa começa quando ela perde a virgindade aos 15 anos de idade. A descoberta de um mundo novo e diferente, o desejo de amar e se sentir amada e a ilusão de encontrar este sentimento através do sexo. É esse o ponto de partida para um relato que mistura de forma provocadora ficção e realidade, num vasto e surpreendente rito de iniciação sexual. Durante dois anos a protagonista do livro experimenta as mais diferentes práticas sexuais, como se desejasse, através delas, transcender o corpo. Sexo grupal com desconhecidos, orgias regadas a drogas, sadomasoquismo, homossexualismo: nada detém sua curiosidade, mas seu prazer é tingido de repulsa e insegurança.

Aos 15 anos, Melissa se apaixona por um cara mais velho, Daniele,  que ao descobrir os sentimentos dela por ele passa a tratá-la muito mal. Como ela está apaixonada por ele, acaba aceitando o tratamento e mesmo fazendo tudo que ele pedia, continuava sendo tratada mal e recebendo migalhas. Ela pediu que Daniele tirasse a sua virgindade. Ele aceita depois de menosprezar muito o pedido dela. Ao chegar na casa dele, a sessão menosprezo continua, ele manda ela tirar a roupa e diz que ela não é “tão ruim”. Não tem muitas preliminares e como ela ainda não tinha experiência, pergunta se vai doer e ele ridiculamente diz que não tem importância. Como ela estava mais interessado em seu próprio prazer, quando ao ser perguntada ela diz que não está sentido nada, ele diz que ela não é mais virgem e fica chateado. Depois disso só piora, porque ele se sente o dono dela. Mas, ela decide se afastar dele e a partir daí suas experiências sexuais, de fato, começam.

Em uma assembléia escolar ela conhece o Roberto um estudante de direito, ele tem uma namorada que estuda no mesmo colégio que Melissa, ele diz que quer conhecê-la mas deixa bem claro que tem não quer envolvimento porque tem namorada. Melissa aceita numa boa, eles se encontram e passam a se comunicar frequentemente. No dia do aniversário de Melissa Roberto propõe que seja feita uma festa apropriada. Nessa festa haviam 5 homens, ela estava vendada e toda vez que eles estalavam os dedos ela tinha que fazer sexo oral, esse era o combinado inicialmente, mas depois eles acabam fazendo tudo que tem vontade. Nessa noite ela dá 100 escovadas no cabelo como faziam as princesas, ,segundo a mãe dela, como se ela tentasse se purificar.

Ela tem vontade de experimentar o sexo com mulher e entra em um site lésbico  onde conhece a Letizia que tem 20 anos. Elas combinam um encontro. Nesse meio tempo Melissa conhece o Fabrizio em um chat, tem 35 anos e é casado e tem uma filha. Marcam um encontro no mesmo dia que se conhecem e tem relações dentro do carro em uma garagem.

Melissa fica com notas baixas em matemática e procura um professor particular. Ela escolhe o Valério e quando vai para primeira aula se interessa por ele e vice versa. Eles passam a se comunicar além das aulas e Valério a chama de Loly(do filme Lolita). Ela acredita que ele é o cara que ela tanto procurou, mas percebe que ele gosta de Loly, mas não conhece Melissa.

Ela descobre que Letizia nunca tinha se relacionado com outra mulher, mas elas acabam se relacionando, porém Melissa decide não ver mais Letizia.

Ela sai com os amigos e conhece o Claúdio, ele faz uma serenata  e a trata como princesa, não fica forçando sexo, se declara para ela. E ele é o cara.

Tentei resumir relatando os relacionamentos descritos no livro, não está exatamente nessa ordem, mesmo porque ela está se relacionando com quase todos ao mesmo tempo. Eu já tinha ouvido falar dele e fiquei curiosa em ler um livro que milhões de pessoas já leram, começando o ano fui procurar novos livros e achei esse. Ao terminar me perguntei porque tanta gente leu o livro, principalmente os italianos(muito tabu e religiosidade). Claro que, muita gente deve ter se visto na Melissa que em busca do amor verdadeiro se deixar ser usada(o) sexualmente por pessoas que só querem prazer, tentando preencher um vazio mais popularmente conhecido como falta de amor próprio. Quando ela descreve o que sente após ter feito sexo com desconhecidos é tão deprimente e mesmo assim ela continua tentando e acaba se perdendo nessa busca. Achei os relatos um pouco desconexos e quando ela encontra Cláudio, fica uma história mal contada. Acredito que um bom editor teria ajudado nesse quesito. Fora isso, acho que ela poderia ter namorado muito e estudado tanto quanto porque se tudo desse errado ela poderia se lamuriar em Paris (haha ou onde ela quisesse). No mais, sei que era uma necessidade dela de preencher um vazio, talvez por falta de um relacionamento familiar ou algo do tipo e que ela procurou um caminho que aparentemente é fácil, se dar em troca de amor, mas na realidade ela acaba se tornando um objeto de uso.

Quem não quiser ler, tem o filme.